Homem que matou ex-mulher é julgado novamente no Recife e volta a ameaçar irmã da vítima no tribunal
Jorge Bezerra da Silva matou a ex-companheira, Priscilla Monnick Laurindo da Silva Reprodução/TV Globo É julgado nesta quarta-feira (3), no Recife, Jorge Bez...
Jorge Bezerra da Silva matou a ex-companheira, Priscilla Monnick Laurindo da Silva Reprodução/TV Globo É julgado nesta quarta-feira (3), no Recife, Jorge Bezerra da Silva, que matou a ex-companheira, a cabeleireira Priscilla Monnick Laurindo da Silva, em janeiro de 2022. O réu já havia sido condenado por feminicídio em 2025, mas agora vai a júri por uma tentativa de matar a mesma vítima, crime praticado em abril de 2021. Na primeira vez em que foi julgado, o criminoso chegou a ser retirado da sessão após ameaçar matar o promotor de Justiça do caso e a irmã da vítima. No novo julgamento, ele voltou a jurar de morte a família da ex-companheira. "Você pode me dar 50 anos, mas eu vou matar ela", disse o criminoso, nesta quarta-feira. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Jorge esfaqueou a vítima no pescoço e a asfixiou por não aceitar o fim do relacionamento. O crime aconteceu na casa onde o casal morava, no Zumbi, Zona Oeste do Recife. Por esse crime, ele já cumpre, após ter sido condenado a 29 anos e 8 meses de reclusão por feminicídio. O novo júri ocorre no Fórum Thomaz de Aquino, no bairro de Santo Antônio, região central do Recife. Sobre a tentativa de feminicídio, segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o crime aconteceu no dia 10 de abril de 2021. Agora no g1 Segundo a acusação, a vítima tinha uma medida protetiva contra o acusado, e por isso ele passou a usar tornozeleira eletrônica. Ele quebrou o equipamento de monitoramento, violou a medida protetiva e foi à casa de Prisclla tentar matá-la a facadas. Priscilla Monnick tinha uma filha com Jorge, e a vítima, quando foi agredida, estava na casa da mãe, com a bebê recém-nascida nos braços. Uma das facadas foi direcionada à filha, mas a mãe pôs a mão na frente e a criança sofreu somente arranhões. Segundo o promotor Bruno Santacatharina, da acusação, Jorge também chegou a fazer novas ameaças à família da vítima na audiência de instrução do processo. Isso porque a irmã de Priscilla, que era adolescente, presenciou a primeira tentativa de femincídio. "A irmã mais nova estava no quarto e ele não sabia. A irmã foi para o local, começou a gritar e a pedir socorro a vizinhos, e foi aí que ele se assustou, deixou o capacete da moto para trás, com medo de ser preso. Ele ficou um tempo foragido, Priscilla foi socorrida, sangrou muito e, se não tivesse sido socorrida rapidamente, teria morrido", declarou. Priscilla Monnick Laurindo da Silva foi morta a facadas pelo ex-companheiro Reprodução/WhatsApp Mãe de Priscilla, Joceane Paulino é quem cria a filha da vítima. Ela contou que o criminoso costumava ameaçar a jovem frequentemente. "Estou lutando por justiça. Quem perdeu minha filha fui eu. Sei que nada traz ela de volta, mas ele tem que pagar. Esse homem tem que estar longe da sociedade. Tenho outra filha já ameaçada por ele e ele é capaz de fazer. Fico sem saber o que fazer. Não durmo, não como direito, sinto falta da minha filha", disse. Se for condenado no novo julgamento, Jorge perderá benefícios relacionados à progressão de regime e a saídas temporárias. "Só Deus sabe o que minha sobrinha passou. A família ainda tem medo dele", disse Leane Paulino, tia da vítima. O pai do criminoso foi quem encontrou o corpo de Priscilla, depois que Jorge deixou a filha com os pais e não voltou para buscá-la. Ele foi à casa da vítima e encontrou o corpo na cama. Jorge fugiu do local após o assassinato. Ele foi preso oito meses após o crime. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias